Sábado, Abril 11, 2009

City Talk


The Lost Tribes of New York City from Carolyn London on Vimeo.

Quarta-feira, Março 04, 2009

Havana Lady

Hopelessness

O mais revolucionário em Revolutionary Road, de Sam Mendes, é o facto de ser um filme indissociável da história do cinema e nunca o esconder. Como? Através de referências e simbolismos bem distribuídos pelo ecrã ao longo da história. Winslet e DiCaprio - casal-símbolo do amor incondicional que viverá para além de todos os icebergs, vive agora a frieza de uma vida vazia a dois; o eterno ambiente suburbano americano - pano de fundo simbólico que passa de filme para filme, de época para época, passando pelas casas coloridas de “Eduardo Mãos de Tesoura”, pelo saco de plástico de “Beleza Americana” e, claro, por Kate Winslet em “Pecados Íntimos”; a traição – enquanto sintoma de “tenho-aqui-um-vazio-e-vou-preenchê-lo-lá-fora”. Simbolismos que vivem da história do cinema e dos casais do ecrã, o que nos leva obrigatoriamente a Marrocos.

Se em “Casablanca” a frase Teremos sempre Paris. tinha a poderosa carga de um amor passado e edílico, intocável e por isso imortal, em Revolutionary Road a frase, apesar de nunca proferida, paira qual hipótese negra de amor futuro, inexoravelmente ultrapassado pela falta de coragem daqueles que vivem o dia-a-dia suburbano. No final vence o cinismo e, quanto a mim, o filme deveria acabar na cena que melhor simboliza a ideia de fachada e do pesadelo americano/ocidental: quando a personagem de Winslet caminha titubeante até à grande janela que dá para o relvado em frente à sua casa, olha para fora, como se dissesse ao mundo que está tudo bem, e a câmara afasta-se, lentamente, para mostrar que se está a esvair em sangue por devido ao seu aborto caseiro. A mancha que alastra na alcatifa é o incómodo que os Wheelers criaram na sua comunidade ao ousarem questionar o status quo. E por falar em simbolismos, os Wheelers são “fabricantes de rodas” que não vão a lado nenhum.

A “normalidade” vence, posta em evidência pelo personagem do doente mental John Givings, vítima de 37 choques eléctricos, o único com um papel cynical-free, até porque “loucos são pessoas que dizem sempre o que pensam”. E é também Givings que nos dá um dos melhores diálogos ao responder aos desabafos de Mr. Wheeler: Hopeless emptiness. Now you've said it. Plenty of people are onto the emptiness, but it takes real guts to see the hopelessness.

Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009

isto

é qualquer coisa deste género:

trabalhas, trabalhas. levantas-te todos os dias. cada vez mais tarde. cada vez mais desorientado.
perdes o tino. a noção das coisas. cada coisa no seu sitio. mais irrelevante. mais nada. insignificante.
é um relógio. vestes-te prós clientes. puta barata. com a tua camisa preta. sorris. e apertas mãos.
estás-te a cagar. sr. engenheiro isto, sr. doutor aquilo. estás te a cagar. mas não.
mais uma e outra. reunião. dizes metade do que tens para dizer.
é como o outro. deixas ganhar. não estás lá. deitas fora. olhas para o lado. correm, correm que se desunham.
sobem, sobem para ser os maiores. já estiveste nessa corrida. estás te a cagar. é como o outro.
é o ciclo que te apanha. são mais ou menos cinco anos. mais ou menos. à quanto tempo tentas foder a tua vida?
não vais. chegas tarde. dizes que não queres saber. mas no fundo queres. ou não? a cabeça cheia de tudo. «de tudo o que perdeste mas não querias ter nem por nada.
na verdade não fazes a menor de para onde vais. só sabes que vais a correr. o chão a passar desfocado. os pés que mal o tocam. o brilho do fim de tarde que te encandeia. o cheiro a ervas quentes que te dá suor. e a planície tão grande. e tudo que te enche sem mais nada. e o pôr do sol que deixa as paredes brancas a contra-luz. e a subida de alcatrão quente que ainda cheira depois do sol. e o som de vida ao longe. e as árvores que passam rápidas enquanto corres. e os pés que mal tocam o chão. quase que cais. quase que sentes o queimar das pedras nos teus joelhos. corres mais rápido. o ar quente do fim do dia que te enche. e o ritmo do vento na seara. dois um dois. e olhas para trás. e nada. e nada. o silencio. só respiras aos teus ouvidos. e estás quente. e sozinho.

Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009

le 28 - WIP

28 - storyboard

hell yeah. acabamos ontem o storyboard do 28.
próxima paragem: primeira versão dos dialogos e o esboço completo do
layout de todas as páginas.
o pior já passou. agora é só desenhar e escrever.... escrever e desenhar
durante o proximo... erg.... ano.

Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009

10 pesos

Estávamos em Buenos Aires, bairro de Santelmo e por 10 pesos apenas um jovem artista de 11 anos, transformou-me a mim e ao Sr. Nefasto em gémeos idênticos. Posto isto, boa viagem Señor Limitada.

Novo Alter Ego

Bacharel Paiva Boléo de seu nome, autor da História das Palavras Trocada por Miúdos, todos os meses uma nova palavra a engrossar no jornal Lux Frágil

Terça-feira, Fevereiro 03, 2009

Nefasto, Funesto e Limitada

Sábado, Janeiro 24, 2009

vamos

deixa-me ver o que levas ai. nessas tuas mãos.
deixa-me ver ao que elas se agarram.
rasgam a carne, essas tuas mãos? vão vazias de vida ou não?
quero tanto acreditar. deixar-me embalar por elas.
vamos, deixa-as vir e tomar o meu ar.
para que ele não possa fugir.

e esses dedos teus?
podem eles cortar? ficar vermelhos de mim?
sabem como tirar este coração? prende-lo e apertá-lo? 
cuida-lo antes que...
sim? ...então deixa-os vir. passear neste vazio.
que se percam em mim. pode ser?

porque é que não levas tudo? de uma só vez. à força.
para que não fique nada de sobra. nada que me doa.
à força. sabes como é? gentilmente à forca.
à guilhotina quente do abraço dos teus dedos.

que eu não sei como se faz.

Segunda-feira, Janeiro 12, 2009

hipotese cientifica número zero nove.

e se agora, hoje, deixasse de teimar em querer ser feliz?
sim. que essa merda não existe. já se sabe desde que o mundo é.
e se hoje, agora mesmo, deixasse de teimosamente querer acreditar em alguma coisa?
sim. porque procurar coisas onde elas nunca estão não leva a lado nenhum.
e se de aqui para a frente deixasse de desejar ardentemente tudo o que não tenho?
sim. e ficar com o que há. que não à mais.
e se nunca mais fumasse, nem bebesse, nem dormisse cinco horas por dia?
sim. nada melhor que ter saúde e chegar a horas à firma.
e se a partir deste ponto começasse a aprender com os meus erros?
sim. que cometer sempre erros maiores e piores não é vida para ninguém.
e se amanhã acordasse outro?
o que seria?

Terça-feira, Janeiro 06, 2009

shining babe.

lips

Entre o Jantar e a Parede


Norte do Buenos Aires eis que surge uma bela frase para dar início às hostilidades deste ano ainda de leite.

Quinta-feira, Janeiro 01, 2009

éffé

éffé

esta é vintage. provavelmente são todas.
a minha não sei. ainda não se apresentou ao serviço.

Quarta-feira, Dezembro 31, 2008

retina

não me lembro
se já escrevi sobre esta merda
nem tão pouco me importo.
este descolar da retina é recorrente.
e não passa. que merda.

olho para o espelho do elevador
e não faço a menor ideia de quem estou a ver.
sei como se chama. sei o que anda a fazer.
até sei que raio de ideias lhe enchem a cabeça.
mas não sei quem é, nem o que quer perder.

sei que podia ser bem melhor.
que podia dormir melhor. sair da corda.
da corda para onde correu quando ainda era um puto.
só que nunca parou de saltar de corda em corda.
ou é a mesma corda só que cada vez mais alto?
também não sei isso. merda.

sei que está cansado. e viciado.
e não vai descansar. nem desviciar.
até cair.
merda!

Quinta-feira, Dezembro 11, 2008

Diários de trás para a frente



Mais informação aqui.
Obrigado Ric pela preciosa ajuda na edição.

Sexta-feira, Dezembro 05, 2008

reflexão sobre utensílio de cozinha

Dás tanto tiro no pé que ele já é um passador onde a dor não passa.

Quarta-feira, Dezembro 03, 2008

Post me vintage

A Canoa
"L" word
Fábrica de Pão
Carpintaria Mercearia
Post Me ainda antes do e-mail
Mais uns tropeções em letras por Lisboa e arrabaldes. Perdemos a cabeça aqui neste canto escuro e ficámos todos serifados.

Novidades vintage de lettering

Novidades
Silva Serifado
SILVA VERMELHO
Bacalhoaria
Hortaliças
E pronto aqui estão umas recolhas da baixa lisboeta.

Terça-feira, Dezembro 02, 2008

reclamos coimbrões 2

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reclamos coimbrões

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double wrong way.

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Sexta-feira, Novembro 28, 2008

Lady Lucky Duck

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Mata-te mais rápido que a própria sombra....

Quarta-feira, Novembro 26, 2008

Que nem uma luva

smoking with gloves in Bairro

Quarta-feira, Novembro 19, 2008

le 28

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o 28 arrancou! parece mentira.
parabéns a nós. adeus inercia brutal.

Terça-feira, Novembro 18, 2008

Memórias de Adriano

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Interessante trabalho performativo do senhor Wim Delvoye.

Quarta-feira, Novembro 12, 2008

Covering covers





Mais capas aqui.

Quarta-feira, Novembro 05, 2008

YES HE MADE IT

Obama reached where many thought was impossible. Photo from Callie Shel for Time. "Two staffers had just passed this site and done two pull-ups. Not to be outdone, Obama did three with ease, dropped and walked out to make a speech. Missoula, Mont., 4/5/2008."

Carrocel

Carrocel

Texto do senhor Funesto que tão bem contextualiza esta imagem:

As cores de velho cartão postal acentuam a nostalgia que jaz no olhar de quem observa, nostálgico, uma infância que passou e não volta.

Mas as voltas estão lá, nas voltas do próprio carrocel que rememoram o mito do eterno retorno dessa época em que julgávamos que o mundo era eterno e as crostas das feridas nos joelhos lá iriam ficar para sempre.

O registo é inquietante e torna o espectador ansioso e também cúmplice enquanto acompanha a luz que discorre harmoniosamente até à sombra do lado esquerdo. Parece que queremos ouvir a história que existe para ser contada e ouvimos o som do movimento.

Logo em seguido somos surpreendidos pela frieza que não julgávamos lá, por uma estética/estática que fala por silêncios e nos leva a levitar numa fábula que vive mais do que omite do que daquilo que nos mostra.

Terça-feira, Outubro 28, 2008

I LOVE SOMETHING


Glosar o Milton Glaser continua a ser um belo exercício e um frutífero negócio.

Segunda-feira, Outubro 27, 2008

Webster's Dictionary

Boas, livres e quase libertárias ilustrações de Kyle T. Webster, praticamente todos os dias no blog daily figure, a engrossar um belo dicionário visual de nus à mão levantada.

Terça-feira, Outubro 21, 2008

sud soul

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hell-d-lines to the head

há a luz do dia. a que mostra as marcas da noite passada.
por cada gesto bom, três passos perdidos.

há a certeza do erro. que te devolve ao inicio.
por cada palavra certa, três movimentos em falso.

há a vontade de não ter. de não ter que ter.
de deixar correr. deixar perder.

há a tristeza que liberta. a falsa inveja de quem está a construir.
de ver até onde se consegue ir ao contrário.

há a preguiça. indulgente com o que falta.
o contentamento de no vazio tudo somar.

há a mentira interior. medo de nos amarem menos.
por não amar-mos mais nada que o amor que nos têm.

há a vida. e há mais nada.

Quarta-feira, Outubro 15, 2008

Fes, Marrocos

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- Sabes que está a haver uma crise financeira mundial?
- Ajuda mas é aqui... anda...